Um pouco de Biologia:
A jibóia é a mais conhecida das serpentes da família Boidae, que inclui as maiores cobras do mundo. A jibóia, com cerca de 4 m. de comprimento, é a sétima maior, atrás da sucuri, das pítons e da Cobra-rei indiana (esta a única venenosa das sete).
As cobras desta família usam seu grande corpo e enorme força para matar suas presas; em geral aves, mamíferos de médio e pequeno porte e outros répteis; através de um processo chamado de constrição. A constrição é o chamado “abraço de cobra”, e deu o nome científico a esta espécie (Boa constrictor). Quando pega uma presa, a jibóia se enrola nela e aperta firmemente, até que sente, com o corpo, que a respiração e os batimentoscardíacos da presa cessaram. Então, abre a boca e engole a presa inteira, pois as cobras não possuem dentes para mastigar seu alimento. É muito rápida, e consegue pegar até mesmo morcegos em pleno vôo na entrada das cavernas onde eles moram!
Não é verdade que com o “abraço” a cobra tenta quebrar os ossos da vítima, embora alguns mais fracos possam se partir com a pressão. Também não é verdade que ela envenene ou marque a pele das pessoas com o bafo. Na verdade, quando assustadas, elas emitem um som agudo para tentar desestimular algum predador de se aproximar.
Acima na foto, podemos perceber que o homem está matando a Jibóia - que media aproximadamente 1m de comprimento - na pista da RN 233, local em que a mesma supostamente estaria passando no exato e infeliz momento em que o senhor estava passando de moto, o local onde a cobra foi morta a pauladas fica próximo a ponte de Santa Rosa no Rio Apodi-Mossoro, localizada no municipio de Apodi.
A Jibóia não tem veneno, ao contrário do que alegou o senhor ao matar a cobra, amaeçada de extinção em nossa região.
É isso ai, é a Lei da Natureza!
OS MAIS FORTES É QUE RESISTEM!!
Isso me faz lembrar uma parte da poesia do amigo e grande poeta Antonio Francisco:
[...]
Entre aplausos e gritos,
A cobra se levantou,
Ficou na ponta do rabo
E disse: – “Também eu sou
Perseguida pelo homem
Pra todo canto que vou.
-
Pra vocês o homem é ruim,
Mas pra nós ele é cruel.
Mata a cobra, tira o couro,
Come a carne, estoura o fel,
Descarrega todo o ódio
Em cima da cascavel.
-
É certo, eu tenho veneno,
Mas nunca fiz um canhão.
E entre mim e o homem,
Há uma contradição
O meu veneno é na presa,
O dele no coração.
-
Entre os venenos do homem,
O meu se perde na sobra...
Numa guerra o homem mata
Centenas numa manobra,
Inda tem cego que diz:
Eu tenho medo de cobra.”
[...]
Pra um bom entendedor meia palavra basta, ou melhor meio poema já basta.
Redação: Jerlandio Moreira
Nenhum comentário:
Postar um comentário