BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff participou, na manhã desta terça-feira, da entrega do Prêmio Jovem Cientista, que está em sua 25ª edição e teve como tema "Cidades Sustentáveis". Ao todo, 2.312 trabalhos foram inscritos - um crescimento de 7% em relação ao ano passado - e 12 alunos, instituições e professor foram agraciados. No total, foram oferecidos R$ 600 mil em prêmios, incluindo bolsas de pesquisas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Prêmio Jovem Cientista é fruto de uma parceria entre o CNPq, a Fundação Roberto Marinho, a Gerdau e a GE.
Dilma destacou que o prêmio tem como objetivo premiar a criatividade, o esforço, a dedicação e o estudo.
- O Prêmio Jovem Cientista é de fato um estímulo, à medida que realça os talentos, e esses talentos devem ser reconhecidos - discursou.
- Para um país como o Brasil, é crucial que nós valorizemos e coloquemos num nível de reconhecimento social e de governo a prática da ciência no nosso país - afirmou a presidente.
O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, disse que o tema do prêmio demonstra que o conceito de sustentabilidade vem sendo apropriado pelas instituições de ensino.
- Com todos os avanços feitos nos últimos anos, ainda temos muito o que fazer pelas cidades - declarou José Roberto.
Premiação tem protesto contra usina de Belo Monte
Durante a solenidade, Dilma teve de suportar um protesto solitário de uma das agraciadas contra as obras da usina de Belo Monte. Ao entregar o prêmio à aluna Ana Gabriela Person Ramos, da Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado, de Campinas, primeiro lugar na categoria estudante do ensino médio, Dilma foi surpreendida e ficou contrariada com a manifestação da estudante.
Com duas faixas pintadas no rosto e com a frase "Xingu Vive" escrita no braço, Ana Gabriela pediu para Dilma parar as obras de Belo Monte. Como resposta, segundo contou depois, recebeu da presidente apenas um "ah, tá".

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